6 benefícios incríveis do óleo essencial de erva-doce

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Bastante utilizada na culinária e conhecida pelo aroma e sabor adocicado que acrescenta aos alimentos, a erva-doce possui diferentes propriedades – antifúngicas, antibacterianas, antioxidantes, anti-inflamatórias, antitrombóticas e hepatoprotetoras –, destacando-se também como um importante ingrediente para a medicina tradicional alternativa.

O óleo essencial extraído de suas sementes apresenta uma concentração maior das substâncias presentes na erva e, consequentemente, maior grau de pureza, sugerindo mais eficácia para os diversos benefícios e usos terapêuticos que ela oferece. Nesse artigo listamos alguns, cientificamente comprovados (1).

1. Auxilia na cicatrização de feridas

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Por possuir propriedades antibacterianas e anti-inflamatórias, o óleo essencial de erva-doce ajuda a combater diferentes tipos de bactérias evitando a infecção de feridas, além de acelerar o processo de cicatrização (2).

2. Reduz e evita espasmos intestinais

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Foi um estudo realizado pelo Departamento de Pediatria da Academia Médica de Pós-Doutorado de São Petersburgo, na Rússia, que comprovou o benefício do óleo essencial de erva-doce para reduzir os espasmos ou cólicas intestinais.

Participaram cerca de 125 lactentes, com 2 a 12 semanas de idade e 65% deles apresentaram uma melhora nos sintomas após a utilização de uma emulsão do óleo no local.

Espasmos no intestino podem ser extremamente dolorosos causando tosse, soluços, cãibras e até mesmo convulsões. A aplicação do óleo gera um efeito relaxante nos músculos, contribuindo para diminuir a intensidade das cólicas (3).

3. Possui cerca de 23 substâncias antioxidantes e antimicrobiana

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Consumir substâncias antioxidantes na dieta diária pode produzir uma ação protetora contra os processos de oxidação que naturalmente ocorrem no organismo.

Um estudo publicado no Flavor and Fragrance Journal examinou a atividade do óleo essencial de erva-doce a partir de sementes originárias do Paquistão e, constatou, que ele possui cerca de 23 substâncias com grande quantidade de fenóis e flavonoides.

A alta concentração desses compostos, além de contribuir para combater radicais livres proporciona, ainda, atividades contra alguns tipos de bactérias e fungos (4) .

4. Previne e alivia a formação de gases e constipação

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O óleo essencial de erva-doce é também importante para manutenção de uma boa saúde intestinal. Possui ação carminativa ajudando a prevenir ou combater a formação de gases e, atividade laxativa, limpando o intestino e aliviando os sintomas de constipação.

Suas substâncias contribuem ainda para reduzir inflamações ou inchaços do intestino e estômago, estimular a produção de secreções digestivas e de sucos gástricos, facilitando a absorção de nutrientes.

Para ajudar a regular o intestino um truque simples é adicionar uma ou duas gotas do óleo essencial de erva-doce ao seu chá ou suco favorito (5).

5. Outros benefícios para a saúde intestinal

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O óleo essencial de erva-doce ajuda também a combater os sintomas da Síndrome do Intestino Irritável (SCI), desordem digestiva que provoca uma série de manifestações como dor, desconforto abdominal e diarreia atingindo a um percentual significativo da população mundial adulta, em especial mulheres.

Além disso, uma de suas principais substâncias, o Anetol, responsável pelo aroma e sabor de Anis da planta, auxilia no combate contra o câncer impedindo a ativação de uma molécula responsável por desencadear inflamações e alterar genes, conhecida como NF-kappaB, diretamente associada ao desenvolvimento de tumores.

Ao contribuir para regularizar o intestino torna-se, ainda, um importante meio para reduzir o colesterol, um dos fatores relacionados ao câncer de cólon.

Para aliviar os sintomas da SCI é necessário apenas massagear a região com duas gotas de óleo de erva-doce, diluídas em um óleo transportador, usado para misturar óleos essenciais tornando-os mais seguros para aplicação por meio de massagens (6, 7 e 8).

6. Contribui para a perda de peso

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O óleo essencial de erva-doce é um ótimo recurso para controlar o apetite contribuindo, naturalmente, para perder peso. Ao mesmo tempo em que estimula o metabolismo ele inibe o apetite, por esse motivo suas sementes são muito consumidas no período de jejum da Quaresma, já que controlam a fome e estimulam o movimento do sistema digestivo.

Adicionar algumas gotas do óleo aos alimentos, sucos e chás ajuda a acelerar a perda de peso (9).

Um pouco mais sobre a erva doce

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A erva-doce é uma planta selvagem, originária da região sul do mediterrâneo e atualmente cultivada em diferentes continentes. Suas propriedades culinárias e medicinais são conhecidas desde os povos antigos como os egípcios, os romanos, os chineses e os indígenas.

Um ingrediente indispensável em diversas culinárias, entre elas a italiana, é uma planta bastante comum no sul do país. Conta a história que Carlos Magno, primeiro imperador romano, foi um dos principais incentivadores do seu cultivo na Europa Central.

Conhecida pelo nome científico Foeniculum vulgare, todas as partes da erva-doce são aromáticas e possuem sabor de anis, permitindo que seja utilizada de formas variadas.

Ela pode atingir até 2 metros de altura, floresce nos meses de julho e agosto. Tem uma folhagem macia – folhas longas, delgadas – semelhante a uma pluma, pequenas e delicadas flores amarelas, que também exalam um forte aroma adocicado (10).

Valor nutricional e composição química

A erva-doce é uma das maiores fontes de potássio, sódio, fósforo e cálcio. É ainda rica em fibras e vitaminas. Possui, por exemplo, mais cálcio (49 mg / 100 g) em comparação com frutas como maçãs (7,14 mg / 100 g), bananas (3,88 mg / 100 g), uvas (10,86 mg / 100 g), laranja (40,25 mg / 100 g), ameixas (18,0 mg / 100 g), passas (40,0 mg / 100 g) e morangos (14,01 mg / 100 g).

É também altamente rica em compostos fenólicos – antioxidantes que combatem o envelhecimento celular (radicais livres) – entre eles estão o ácido neoclorogênico (1,40%), ácido clorogênico (2,98%), ácido gálico (0,169%), ácido clorogênico (6,83%), ácido cafeico (2,960%), ácido p-cumárico (4,225%), ácido quimérico (4,29%), ácido ferúlico-7-o-glucósido (5,223%), quercetina-7-o-glucósido (3.219%), ácido cinâmico (0,131%), ácido rosmarínico (14,998%), quercetina (17,097%) e apigenina (12,558%) (11).

Usos tradicionais

Além de sua utilização como condimento na culinária de diferentes países, os óleos e extratos da erva-doce são também adicionados a perfumes, produtos farmacêuticos e cosméticos.

Amplamente incorporada por sistemas tradicionais de medicina alternativa como por exemplo Ayurveda e Siddha (indiana), Unani Tibb (árabe), iraniana ou indígena, é indicada para o tratamento de diversas doenças. As formas de preparo, os usos e a aplicação da erva-doce estão documentadas na literatura etnobotânica, destacando o seu emprego em 43 tipos diferentes de doenças, em países como Brasil, Bolívia, Equador, Etiópia, Índia, Irã, Itália, Jordânia, México, Paquistão, Portugal, Sérvia, África do Sul, Espanha, Turquia e EUA.

Seu uso vai desde o tratamento de doenças simples como tosses ou cortes a outras mais complexas, entre as quais estão as deficiências renais e o desenvolvimento de tumores. É ainda indicada para combater dores abdominais, cólicas em crianças, conjuntivite, constipação, diarreia, febre, flatulência, gastrite, insônia, cólon irritável, úlcera bucal e dor de estômago, além de ser um poderoso inseticida e eficaz no combate aos ácaros (12).

Fique atento

Apesar de serem raras as ocorrências de alergias provocadas pela erva-doce, mesmo quando consumida com maiores graus de pureza como no caso da utilização do óleo essencial, algumas situações exigem maior atenção.

Uma de suas principais substâncias, o Anetol, responsável pelo aroma e sabor de anis característicos da planta, é também motivador da produção do hormônio estrogênio, podendo aumentar os seus níveis em mulheres grávidas ou crianças pequenas.

Quando consumido em excesso o óleo essencial de erva-doce pode ainda causar convulsões, alucinações e desequilíbrio mental, além de náuseas ou vômitos (13).