10 benefícios do óleo de coco comprovados pela ciência

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O óleo de coco é um dos alimentos preferidos de muitas pessoas que buscam uma vida mais saudável. De origem vegetal, ele contém substâncias importantes para o funcionamento do organismo, como as gorduras e os antioxidantes. Além disso, estudos já mostram indícios dos benefícios do óleo de coco para a saúde, embora ainda não existam conclusões definitivas sobre a ação dele no corpo.

Alguns pesquisadores e instituições divergem sobre os efeitos positivos dessa substância. No entanto, é fato que as gorduras – e o óleo de coco tem em abundância -, geralmente consideradas vilãs, na verdade são fundamentais para diversas funções.

Elas garantem reserva energética para o organismo, regulam a temperatura corporal, participam do metabolismo, da formação dos hormônios e do transporte de certas vitaminas. Portanto, uma alimentação totalmente sem gordura é perigosa e pode fazer mal para a saúde.

A recomendação é consultar um nutricionista ou um médico antes de tomar qualquer decisão sobre o que inserir ou retirar da sua alimentação. Outra dica é procurar se manter informado. Veja abaixo 10 pontos positivos do óleo de coco e o que as pesquisas científicas revelam sobre cada um deles.

1. Óleo de coco é rico em ácidos graxos

Um dos benefícios do óleo de coco é o fato dele ser rico em ácidos graxos (1). Em 15 ml de óleo de coco estão presentes 13 gramas de ácidos graxos.

Essa substância participa das funções metabólicas e do transporte de vitaminas, além de ser uma das principais fontes de energia do organismo. Ela pode ser dividida entre saturada e insaturada. De forma equilibrada, consumir alimentos que contêm ácido graxo é saudável.

Um estudo indica que o óleo de coco é a maior fonte natural de um tipo importante de ácido graxo, o chamado ácido láurico (2). O consumo moderado está relacionado com o aumento do colesterol bom no sangue (3). Chamado de HDL, este tipo de colesterol é associado a um menor risco de doenças cardiovasculares, pois ele auxilia na eliminação do acúmulo de gordura nas veias e artérias.

Porém, não basta apenas consumir óleo de coco. Vale ressaltar que hábitos saudáveis, como a prática de atividade física e boa alimentação, também exercem influência nos níveis de colesterol bom e ruim no organismo.

2. Tem potencial ação benéfica para a saúde

O consumo do coco e consequentemente do óleo feito a partir dessa fruta é muito comum em países asiáticos e, devido aos seus benefícios, sua popularidade avançou pelo mundo. Inclusive, algumas populações utilizam o alimento há muitas gerações.

Uma pesquisa analisou a dieta de dois povos da Polinésia, os Toquelaus e os Pukapukas, e constatou que ambos tinham um alto consumo de coco e óleo de coco e, consequentemente, elevada quantidade de gordura saturada na alimentação. (4).

Em geral, a gordura saturada está associada ao maior risco de problemas cardiovasculares. Mas, no caso dessas populações, a incidência de problemas no coração foi avaliada como incomum. A grande ingestão de gordura não foi considerada perigosa para eles.

Porém, é importante destacar que nesse caso a gordura é obtida por meio de óleos vegetais e não de produtos ultraprocessados ou da carne vermelha. O estudo também não especifica qual a quantidade de coco e óleo de coco consumidos e os demais hábitos alimentares dessas populações.

3. Pode estimular a queima calórica

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o excesso de peso e obesidade atingiram o nível de epidemia no mundo. A cada ano, cerca de 2,8 milhões de mortes acontecem em decorrência desses problemas (5).

A organização indica que um dos motivos para que isso esteja acontecendo é o desequilíbrio entre as calorias consumidas e gastas diariamente. Além disso, pesquisas já sugerem que o alto consumo de alimentos ultraprocessados está ligado ao aumento de peso e desenvolvimento da obesidade (6).

Por isso, é importante avaliar que cada alimento afeta nosso corpo e os hormônios de forma diferente, independentemente se a quantidade de calorias é a mesma. E a afirmação também vale para as gorduras que ingerimos.

Um estudo mostrou que substituir triglicérides de cadeira longa por triglicérides de cadeia média (presentes no óleo de coco) pode ser uma estratégia para a redução do peso corporal (7), pois contribuiria para a queima de calorias.

Outra pesquisa feita com homens indicou que o consumo moderado de triglicérides de cadeia média, entre 15 e 30 gramas por dia, aumenta em 5% o gasto de energia diário (8).

4. Ajuda a afastar infecções

Como explicado acima, o óleo de coco é rico em ácido láurico. Uma pesquisa da Universidade Estadual de Michigan, nos Estados Unidos, concluiu que essa substância tem um alto potencial contra determinados tipos de bactérias e fungos (9).

Ele também tem como característica evitar a proliferação do Staphylococcus aureus, bactéria que está presente no corpo humano, mas que pode causar de infecção simples, como acne, até as mais graves, como pneumonia e meningite (10).

Um estudo feito na Nigéria indicou que o óleo de coco pode ser utilizado no tratamento para contra infecções causadas por Candida albicans, que afeta principalmente a região vaginal e pode provocar corrimentos (condição conhecida como candidíase) (11).

Porém, vale lembrar que somente o médico pode determinar qual é o tratamento adequado para as doenças citadas.

5. Proporciona sensação de saciedade

Os ácidos graxos presentes no óleo de coco também podem proporcionar mais saciedade e diminuir a sensação de fome a todo momento.

Essa característica está relacionada com a forma com que as gorduras são metabolizadas no organismo, principalmente devido à formação de corpos cetônicos. Em dietas cetogênicas, em que existe um menor consumo de carboidratos e aumento da ingestão de gorduras, o corpo passa a utilizar as reservas acumuladas para gerar energia.

Durante esse processo, há uma maior formação de corpos cetônicos. Uma pesquisa desenvolvida pela Universidade de Oxford mostrou que o aumento do nível de corpos cetônicos no sangue pode estar associado com um melhor controle do apetite e diminuição do desejo por comer toda hora (12).

As quantidades de carboidratos e gorduras neste tipo de dieta devem ser definidas para cada indivíduo por um especialista na área. Somente ele poderá determinar necessárias dessas substâncias.

Outro estudo ainda apontou os efeitos de comer mais gorduras, principalmente as que estão presentes no óleo de coco, durante o café da manhã. A rotina alimentar de 12 homens foi avaliada.

Os pesquisadores os dividiram em dois grupos: o primeiro teria um café da manhã mais rico em gordura e o segundo comeria mais carboidratos. Como resultado, quem ingeriu mais gordura demorou mais para sentir fome e querer almoçar do que aqueles que comeram mais carboidratos (13).

6. Estimula o aumento do bom colesterol

O óleo de coco contém naturalmente gorduras que podem ajudar a elevar o bom colesterol, chamado de HDL, e a diminuir o ruim, conhecido como LDL. Mas, qual é o nível recomendado?

De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, o LDL deve ser de até 159 mg/dl para estar dentro do limite. Acima disso, é considerado alto e maior do 200 mg/dl é tido como muito alto e um alerta para o risco de doenças cardíacas (14).

No caso do HDL, ele deve ser maior do que 60 mg/dl. Valor menor do que 40 mg/dl já é considerado baixo e também está relacionado ao desenvolvimento de uma série de problemas.

Dito isso, um estudo feito com 40 mulheres avaliou os impactos do consumo do óleo de coco. Quem ingeriu esse alimento teve um aumento no nível de HDL, o colesterol bom, e uma diminuição do LDL (15).

7. Favorece a saúde da pele e cabelos

Algumas aplicações do óleo de coco não necessariamente envolvem o consumo como alimento. Ele pode ser utilizado como um cosmético, melhorando a aparência e proporcionando mais saúde para pele e cabelos.

Um estudo feito nas Filipinas demonstrou que o óleo de coco é efetivo quando utilizado para melhorar a hidratação em peles ressacadas (16).

Além disso, ele é muito utilizado nos cabelos. Uma pesquisa feita na Índia comprovou os benefícios do óleo de coco para os fios. Ele atua evitando a perda de proteínas tanto nos cabelos danificados quanto nos saudáveis. A aplicação do óleo pode ser feita tanto antes quanto depois de lavar os fios (17).

8. É um bom aliado para a redução da gordura abdominal

Como o óleo de coco possui gorduras importantes para o processo de saciedade e de queima calórica, ele também pode contribuir indiretamente para a redução do peso. Alguns cientistas estão estudando essa relação, mas é preciso mais dados para comprovar esses benefícios.

Até o momento, um estudo indicou que o óleo de coco tem propriedades importantes para a diminuição da gordura abdominal e ao redor dos órgãos (18). O excesso de barriga está ligado ao risco do surgimento de diversas doenças, como a síndrome metabólica e esteatose hepática.

Outras pesquisas introduziram o óleo de coco na rotina alimentar tanto de homens quanto mulheres e observaram que quem consumiu o alimento apresentou uma diminuição da circunferência abdominal (19 e 20).

9. Bom para o cérebro

Algumas pesquisas estão analisando como a cetose, ou seja, do processo de formação de corpos cetônicos, pode ser benéfica para a saúde do cérebro. Em pacientes com Alzheimer, por exemplo, a capacidade do cérebro utilizar a glicose como fonte de energia é reduzida.

Por esse motivo, pesquisadores acreditam que estimulando a cetose e consequentemente a “quebra” de gorduras, é possível reabastecer a energia que as células cerebrais precisam e que não estão recebendo por meio da metabolização da glicose (21).

Outro estudo ainda relaciona o consumo de triglicerídeos de cadeia média com uma melhora das atividades cerebrais em pacientes com Alzheimer (22). Entretanto, as duas pesquisas citadas são recentes e não conclusivas. Ainda não é possível dizer que existem provas científicas sobre o uso do óleo de coco como tratamento ou prevenção da doença.

10. Indiretamente pode reduzir convulsões

As dietas cetôgenicas são alvos de estudos dos cientistas que buscam descobrir os efeitos delas no tratamento de doenças. Em certos casos de epilepsia, quando as crises acontecem mesmo após o uso de medicações, pode ser indicada uma mudança na alimentação.
Mas, somente o médico neurologista pode fazer essa solicitação e encaminhar para um nutricionista indicar o melhor cardápio para cada caso.

Um estudo observou a aplicação terapêutica da dieta cetogênica em pacientes que apresentaram resistência aos efeitos da medicação. Mesmo ainda inconclusivo, a mudança alimentar reduziu as crises epiléticas em crianças (23).

Como um dos benefícios do óleo de coco é justamente a alta concentração de ácidos graxos, substância que estimula o processo cetogênico, algumas pesquisas indicam que ele pode ser introduzido na alimentação de pacientes que sofrem com as crises mesmo utilizando remédios.

Por fim, vale um alerta importante: sempre consulte um médico sobre mudanças na alimentação, principalmente se você já tiver alguma condição específica de saúde.

Além disso, procure manter uma dieta equilibrada, escolhendo bem os alimentos. Uma boa dica na hora de comprar óleo de coco é ler o rótulo e verificar se o produto não passou por processo de hidrogenação, que baixa a qualidade e reduz seus benefícios.